Notcias

Notícia

Acidentes de trânsito: uma velha história...

Em 28/01/2011, às 17:03:41


O primeiro acidente de trânsito registrado no Brasil teve como protagonistas duas grandes figuras da história do país:

Em 1897, José do Patrocínio, conhecido por ser jornalista e escritor, mas principalmente pela sua atuação como ativista político a favor da abolição dos escravos, tinha recém adquirido um automóvel que importou da França, cujo barulho do motor, movido a vapor de água, com fornalha, caldeira e chaminé, assustava todo transeunte que cruzasse seu caminho.

Este foi o primeiro automóvel da cidade do Rio de Janeiro, mas sua vida útil foi bem curta.  Isso porque seu dono resolveu emprestá-lo ao seu amigo, e também importante personalidade da história brasileira, o poeta Olavo Bilac. O escritor não tinha a menor noção de como dirigir o veículo (afinal, já que era o primeiro da cidade, ninguém tinha), mas mesmo assim se sentou ao volante e, com seu amigo José no banco do carona, iniciou sua empreitada pelas ruas de Botafogo.

O grande poeta e escritor brasileiro, autor da letra do Hino à Bandeira, membro fundador da Academia Brasileira de Letras e produtor de várias obras literárias, não somava às suas habilidades a de um bom motorista. O passeio dos dois não se prolongou por mais de alguns instantes, pois em um exemplo de grande barbeiragem, Olavo guiou o “possante” por poucos metros até colidir, a 4 km/hora, com a primeira árvore que encontrou pelo caminho!

Talvez seja sina de precursores, já que o primeiro acidente registrado na história do automóvel envolveu justamente o primeiro construído e uma árvore. Aconteceu em 1769, na cidade de Paris, quando o automóvel experimental a vapor do francês Nicolas Cugnot colidiu com uma árvore, também a uma velocidade de 4 km/hora.

Fora a coincidência, podemos notar que enquanto participantes do trânsito, seja como pedestre, condutor, ciclista, piloto, etc, estamos sempre sujeitos a acidentes, tanto em um ambiente onde há somente um veículo que se move  lentamente e uma árvore, quanto, e principalmente, em um ambiente onde temos uma gigantesca frota de automóveis que desenvolvem velocidades bem maiores  que 4 km/hora e muitos outros participantes do tráfego. Acidente é acidente, não se pode prever, mas se pode prevenir.

 

Fontes bibliográficas:

www.webmotors.com.br

www.opiagui.com.br

www.vidauniversitaria.com.br

www.pt.wikipedia.org

Compartilhe

Carregando redes sociais


Enviar por e-mail

Comentários

Deixe o seu

Por Eloísa Pereira, professora - Campo Mourão/PR, em 13/06/2011 06:14:17:

Vivendo e aprendendo. Nossos acidentes têm história, afinal de contas! Acidentes também são cultura? Dessa "cultura" deveríamos nos livrar.

Por Everton Mendes Jr - Vitória/ES, em 25/06/2011 10:50:39:

EU já imaginava que essa história vinha de longe, muito longe. Triste tradição.