Três pontos e a vitória de um campeonato!
Em 18/04/2011, às 11:46:03
Hoje, sendo a segurança no trânsito um assunto tão presente, numa época em que meios de prevenção à vida são super modernos (airbag, ABS etc.), mal podemos imaginar um carro que, por exemplo, não possua cinto de segurança. Mas nem sempre foi assim:
Na década de 20, não havia cinto de segurança, as pessoas, assustadas com os noticiários que relatavam acidentes com pessoas que saiam “voando” pelo pára-brisa, começaram a fabricar seus cintos caseiros (se amarravam com cordas aos bancos de seus carros, por exemplo). Essa preocupação chegou aos fabricantes de automóveis, que se voltaram para a necessidade de investir também em segurança. Já na década de 30, as empresas de automóveis vendiam cintos de dois pontos para serem acoplados aos carros, os quais ainda eram produzidos sem o equipamento.

Cinto de segurança de 2 pontos
Mesmo com a crescente preocupação com relação à segurança, o equipamento ainda não tinha grande utilização e nem mesmo as empresas o introduziram como componente indispensável. Porém, na década de 50, um triste fato foi crucial para a mudança dessa situação: num acidente de trânsito, morreu um familiar do presidente da Volvo. Por conta disso, o presidente fez um pedido ao funcionário Nils Bohlin, um ex-engenheiro aeronáutico que projetava cintos de segurança para pilotos de aviões. Pediu a ele que desenvolvesse um cinto que proporcionasse maior segurança aos ocupantes do veículo.

Nils Bohlin e modelo em um Volvo P544
Assim, em 1958, foi patenteada a primeira versão do cinto de segurança de três pontos, o mesmo que utilizamos hoje, e em 1959 foi lançado o primeiro carro com o componente inovador, o Volvo Amazon. Daí para frente o componente foi sendo incluído progressivamente na fabricação de automóveis, mesmo não tendo sido aceito imediatamente pela população por ser considerado deselegante.

Volvo Amazon
O cinto de segurança de três pontos passou por 18 aperfeiçoamentos desde seu surgimento e já salvou incontáveis vidas. Estatísticas apontam que as chances de sobreviver a uma colisão aumentam em 50% com o uso do cinto. Para dicas sobre como utilizar o cinto de maneira a torná-lo mais eficaz, sob as mais diversas situações, clique aqui. Afinal, para sermos elegantes primeiro temos de permanecer vivos, não é mesmo?
E você? O que pensa disso? AInda tem dúvidas sobre a eficácia e necessidade do cinto de segurança? Então veja este vídeo, produzido pela Volvo:
Referências:
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Comentários
Por Carla Mendes, em 15/05/2011 18:36:38:
História legal, ein? Incrível que a gente usa sem saber de onde veio. Cinto salva vidas, galera!
Por Norman, jornalista, em 15/05/2011 20:19:54:
A Volvo sempre inovando, faz tempo. Muito bom. Bela matéria, Transitare.
Por Alfredo Russo, em 16/05/2011 11:38:20:
usei esse videozinho do ovo muitas vez, muito bom. Parabens Transitare. Os artigos estao muito bons, ajudam nas aulas
Por Sgto Arnaldo, em 28/05/2011 07:46:41:
Todos os motoristas deveriam ler sobre isso antes de sair para uma viagem. Muita gente pensa que deve usar o cinto apenas para não levar multa.











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